OAB escancara desgaste do STF com inquérito das fake news sem fim
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Segundo a entidade, o inquérito das fake news produziu desgaste progressivo da confiança social e da confiança na própria Corte.
A Ordem dos Advogados do Brasil, a famosa OAB, externou, nesta segunda-feira (23), "extrema preocupação institucional", com o inquérito das fake news que corre há sete anos no STF (Supremo Tribunal Federal).
Sete anos, sem data para acabar. O inquérito, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, foi instaurado em 2019 para investigar uma campanha organizada contra o Supremo.
Nasceu em contexto excepcional, admite a OAB, contexto de confronto político aberto entre o Executivo e o Judiciário, mas acabou virando instrumento de exceção.
Não é essa a palavra que a OAB emprega, embora a entidade admita que, do jeito que foi tocado, o inquérito das fake news produziu desgaste progressivo da confiança social, confiança na própria Corte e, portanto, seria a hora de encerrar a investigação.
Surgem, então, duas perguntas: a OAB levou sete anos para constatar que um inquérito secreto sem data para acabar configurou em várias situações abuso de poder? E como é que esse inquérito vai acabar, se é que vai acabar?
Após anos endossando a maneira como Alexandre de Moraes conduziu esse instrumento excepcional, os colegas dele no "STF Futebol Clube" começam a duvidar da sabedoria política dessa conduta.
Principalmente agora que, na figura de Moraes, o inquérito de causa perpétua e o escândalo do Banco Master se misturaram em uma só figura e na pior crise da própria instituição.
Traduzida em uma frase da própria OAB: defesa da democracia é o respeito ao processo legal, à ampla defesa, ao contraditório e à liberdade de expressão.
Pelo jeito, a OAB acha que faltou tudo isso no inquérito das fake news (CNN Brasil, 23/2/26)

