26/07/2026

Oportunista, presidente sub judice da Faesp agora cobra “desgoverno” Lula

Foto Reprodução Instagram

Para os poucos e raros que leem as notícias produzidas pela assessoria de imprensa da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar-SP no site www.faespsenar.com.br causou assombro e estupefação o artigo publicado nesta última 6ª feira (24) (íntegra publicada abaixo) com o título “Faesp manifesta perplexidade diante da falta de diplomacia do Governo Federal”. Ele é assinado pelo presidente sub judice da entidade Tirso Meirelles.

Desde que assumiu a presidência da Faesp/Senar-SP logo após a eleição que foi anulada por fraude e irregularidades pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região – TRT-2, Tirso Meirelles tem se colocado ao lado da gestão petista atual, sendo cotado inclusive para vice na candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ao Governo do Estado de São Paulo e, até agora, não tinha feito nenhuma crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, talvez pela sua proximidade com o vice-presidente Geraldo Alckmin.

União Europeia

Um exemplo recente da simpatia do sub judice ao desgoverno Luiz Inácio, foi quando a Comissão Europeia anunciou a intenção de barrar a carne brasileira em 12 de maio de 2026 e oficializou a proibição em 5 de junho de 2026. A medida proíbe as exportações de carne bovina do Brasil a partir de 3 de setembro de 2026 afetando itens como carne bovina e carne de frango.

A União Europeia alega que o Brasil não forneceu garantias suficientes sobre o controle de antibióticos e substâncias proibidas para estimular o crescimento do rebanho. Logo depois do anúncio oficial, Tirso Meirelles assinou declaração oficial pelo mesmo site da Faesp/Senar-SP tecendo críticas à União Europeia e, no linguajar comum, “passando o pano” no desgoverno de Luiz Inácio que é o principal indutor da pior crise que o agro brasileiro já enfrentou em sua história.

Enquanto que lideranças como Paulo Junqueira, presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto e um dos líderes do movimento “Nova Faesp” que busca o fim da “Dinastia Meirelles” que comanda a Faesp/Senar-SP há mais de meio século, têm cobrado o desgoverno Luiz Inácio desde que ele assumiu seu 3º mandato em janeiro de 2023, a maior e principal federação de sindicatos do País tem servido de palco para uma série de denúncias e processos judiciais.

Produtores rurais paulistas cobram do presidente sub judice Tirso Meirelles as razões que o levaram a cancelar integralmente as verbas da Taxa Senar que é paga a cada emissão de documento fiscal de venda de produtos. Sindicatos como o de Ribeirão Preto e o de Araraquara estão excluídos destes rateios, embora os produtores destas regiões pagam esta taxa ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Da Redação, 27/7/26)

Faesp manifesta perplexidade diante da falta de diplomacia do Governo Federal

24 de julho, 2026 - por FAESP

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), por meio de seu presidente, Tirso Meirelles, expressa o mais absoluto repúdio à decisão unilateral e arbitrária do governo dos Estados Unidos — anunciada por meio do Escritório do Representante de Comércio (USTR) — de impor uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre as exportações brasileiras. Com essa medida, setores antes isentos da lista da sobretaxa de 25% passam a ser taxados em 12,5%, enquanto outros produtos atingirão o patamar abusivo de 37,5% de tributação.

Com um histórico de 200 anos de relações comerciais com os Estados Unidos, é totalmente descabida a insinuação de que o Brasil convive com trabalho forçado. O agronegócio brasileiro atua sob rigorosos parâmetros de compliance e agendas ESG para garantir e acompanhar a qualidade da força de trabalho de ponta a ponta. Nosso compromisso com os direitos humanos e a dignidade no campo é intransigente.

Como temos alertado há quase dois anos, quando representantes da FAESP — e de todo o setor produtivo brasileiro — participaram de uma missão internacional com parceiros comerciais e entes governamentais dos EUA: é lamentável a postura do Governo Federal, que não tratou este assunto com a devida gravidade desde o início e, pior, trabalhou em sentido oposto, evidenciando que proteger essa parceria secular e o setor produtivo não era uma prioridade.

Ao não enxergar a real dimensão do problema e deixar de corrigir a rota de imediato — por motivos político-eleitoreiros —, o Governo Federal prejudica todo o setor produtivo, em especial o agronegócio, indiscutível fiel da balança comercial brasileira. Cabe destacar que a lista de exceções que ora se apresenta nesta nova medida não é fruto de empenho governamental, mas sim do árduo esforço direto feito pelo agro, indústria, comércio e serviços junto aos nossos parceiros comerciais internacionais.

A FAESP reitera a necessidade de uma postura enérgica do Executivo Federal. É preciso combater a crônica inércia da diplomacia comercial brasileira, que assiste passivamente ao cercamento de mercados globais sem qualquer movimento concreto para salvaguardar o setor produtivo nacional. Afinal, não são apenas os Estados Unidos que estão protegendo seu mercado sem reação proporcional do Brasil: a China também impõe uma pesada sobretaxa de 55% sobre a carne bovina brasileira, trazendo desafios complexos que não podem deixar de ser notados nem continuar sem resposta diplomática.

É urgente acionar rápida e estrategicamente todos os canais de diplomacia comercial para restabelecer parâmetros que permitam a concorrência leal. Acreditamos que ainda há espaço para o diálogo firme, propositivo e que salvaguarde quem produz a segurança alimentar mundial. Não é o momento de ativação da Lei de Reciprocidade Econômica.

Tirso Meirelles é Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) e membro da Academia Brasileira de Agricultura”