Paulo Junqueira visita o ex-presidente Bolsonaro na Papudinha em Brasília

Foto Douglas Intrabartolo
Paulo Junqueira, advogado e presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto, visitou ontem (4) na Papudinha, prédio no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal. Ao deixar o local, visivelmente emocionado, ele afirmou “me sinto privilegiado pelo reencontro com o amigo mas profundamente triste em compartilhar o sofrimento imposto sem nenhum motivo plausível pelo Supremo Tribunal Federal”.
Um pouco mais tarde, Paulo Junqueira postou nas suas redes sociais, vídeo relatando sua impressão da visita trazendo uma mensagem de esperança manifestada por Bolsonaro que prega a união de todos os líderes e protagonistas defensores da democracia que acreditam no futuro do Brasil para derrotarem nas eleições de novembro o PT e todo o seu entorno que estão infelicitando a nação.
“É preciso acabar com este ciclo perverso que nos foi imposto. Não é possível que se mantenha preso o maior líder da política brasileira que cumpre pena injusta enquanto assistimos esta política desavergonhada enraizada na administração pública, que subverte a ordem republicana. Práticas antigas evoluíram para condutas silenciosas que exploram brechas legais para manutenção de poder. Além disso, a radicalização e a polarização extrema criaram um ambiente de narrativas partidárias em detrimento do interesse nacional”, afirmou.
Paulo Junqueira disse também que “o chamamento de Bolsonaro é a convocação para que todos os políticos alinhados com os valores democráticos autênticos e legítimos, se unam aos brasileiros que defendem valores morais e éticos para impor, através do voto na escolha do nosso futuro presidente da República, que será Flávio Bolsonaro, aos governadores, senadores, deputados federais e estaduais. O grupo que aí está rachou o Brasil ao meio e a política econômica imposta atinge os piores níveis admissíveis”.
Ele ainda lembrou ainda que “houve exagero no 8 de janeiro e os que praticaram crimes devem ser responsabilizados. O que não pode é que inocentes, dentre eles Bolsonaro, paguem pelo que não fizeram. Ao mesmo tempo os escândalos são a única marca deste governo horroroso que aí está, haja vista o roubo dos aposentados do INSS e agora todo o cenário macabro que cerca o Banco Master que já se constitui no maior escândalo de uma instituição financeira brasileira. E, infelizmente, em todos os escândalos, há o DNA e as digitais dos detentores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário”.
Assum Preto

A maldade humana parece não ter limites. Pássaro-Preto que teve o olho furado, como cantava Luiz Gonzaga. Imagem Reprodução Instagram
A impressão da tristeza constatada na visita a Bolsonaro lembra a dor expressada na canção “assum preto” de Carlos Gonzaga e Humberto Teixeira (letra abaixo). Paulo Junqueira ressalta que “o ex-presidente sofreu e ainda sofre as comorbidades provocadas pela facada criminosa sofrida durante sua campanha política à Presidência da República. Ele tem 70 anos e a nossa legislação permite que cumpra sua pena em prisão domiciliar. Sua concessão não é um favor, é um direito!” assegura.
“Tudo em volta é só beleza
Céu de abril e a mata em flor
Mas assum preto, cego dos zóio'
Não vendo a luz, ai, canta de dor
Mas assum preto, cego dos zóio'
Não vendo a luz, ah, canta de dor
Talvez por ignorância
Ou maldade das pior
Furaro os zóio' do assum preto
Pra ele assim, ah, cantar mió'
Furaro os zóio' do assum preto
Pra ele assim, ah, cantar mió'
Assum preto vive solto
Ma' não pode avuá'
Mil vez a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ah, pudesse oiá'
Mil vez a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá'
Assum preto, o teu cantar
É tão triste como o meu
Também roubaro o meu amor, ai
Que era a luz, ah, dos zóio' meu
Também roubaro o meu amor, ai
Que era a luz, ah, dos olhos meu
Também roubaro o meu amor, ai
Que era a luz, ah, dos olho meu
Também roubaro o meu amor, ai
Que era a luz, ah, dos olhos meu
Também roubaro”
(Da Redação, 5/3/26)

