15/09/2025

Perdemos uma batalha, a da carta marcada; mas a guerra está só começando!

Perdemos uma batalha, a da carta marcada; mas a guerra está só começando!

Imagem Reprodução Youtube

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que é preciso "arejar" a cabeça e que os cursos de economia precisam mudar e diferenciar custo, gasto e investimento. Livros de economia estão superados, é preciso criar uma nova mentalidade sobre a razão de a gente governar"

Por Paulo Junqueira

Convenhamos, por coerência e com total indignação: depois que o Supremo Tribunal Federal “descondenou” o autor do maior escândalo de corrupção da história brasileira e um dos maiores do mundo, o resultado imposto pelos ministros da 1ª Turma, a exceção do ministro Luiz Fux, ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro nesta semana já era esperado.

O voto do ministro Fux trouxe à tona toda a verdade incontestável sobre a falta de provas daquilo que o sistema chama de “GOLPI” e que não passa de linchamento e de arbitrariedades impostos ao maior líder político do Brasil. Reiteramos total e absoluta solidariedade ao Presidente Bolsonaro e à toda sua família.

E sob a sua inspiração e comando, precisamos, todos os brasileiros que de verdade preservam valores morais e éticos, patriotas não por conveniência ou subserviência, pressionar os nossos deputados federais e senadores para que coloquem em votação com urgência o processo da anistia humanitária, ampla, geral e irrestrita.

A única forma de diminuir a polarização política que, desde o 1º dia do seu mandato Lula & o “sistema” impuseram aos brasileiros, é a aprovação em regime de urgência desta anistia humanitária e, ao mesmo tempo, temos que trabalhar com afinco para que as eleições de 2026 alcancem o mesmo resultado alcançado nas eleições do ano passado e que aqui, no Estado de São Paulo, tiraram o PT e partidos aliados das câmaras municipais e das prefeituras.

Tarifaço: Lula continua amoitado* e acovardado

(*Amoitado é o particípio passado do verbo "amoitar", significando escondido em moita, oculto ou recolhido)

Lula continua gastando – lembrando que gasto público difere de investimento, segundo os mais renomados economistas do Brasil e do mundo - horrores em verbas de propaganda com claros desvios de finalidade. Dois exemplos desta gastança desenfreada:

- A campanha sem nenhum indício de criatividade mas de incrível e não aceitável copiagem de Sidonio Pereira, secretário de Comunicação Social da Presidência, para comemorar o 7 de setembro buscando ressignificar a bandeira brasileira e a camisa verde amarela da seleção brasileira. Ora, todos os brasileiros sabem que o “verde-amarelo” é a cor que identifica os brasileiros que apoiam os valores defendidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro;

- A infamante narrativa apregoada em vídeos produzidos pelo mesmo Sidonio Pereira, atribuindo ao governo federal o êxito da megaoperação, nomeada como "Carbono Oculto", que visou desmantelar um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis com infiltração de integrantes da facção PCC (Primeiro Comando da Capital). Ora, a megaoperação começou de forma pontual, em 2021, com investigações do Ministério Público de São Paulo e da Receita Federal sobre adulteração de diesel em caminhões e sonegação fiscal, conhecidas como Operação Arinna.

Ainda sobre o Tarifaço, o consultor da Archer Consulting Marcelo Fraga Moreira, em artigo assinado hoje (15) aqui no BrasilAgro, faz seguinte revelação:

“No mês de agosto o Brasil exportou, segundo a Cecafé, aproximadamente 3,14 milhões de sacas. Esse número surpreendeu a todos pois, até o dia 28 de agosto, a estimativa estava indicando apenas 2,60 milhões de sacas. Em apenas 3 dias para fechar o mês “apareceram” 600 mil sacas. Mesmo assim a grande “surpresa” foi a redução dos embarques para os Estados Unidos (apenas 301 mil sacas) e o aumento das exportações para o México (251 mil sacas) e para a Colômbia (113 mil sacas).

Como mencionado anteriormente o “spread de origem” entre o Brasil e outras origens produtoras, para aproveitar o diferencial nas alíquotas do imposto de importação para os Estados Unidos já começou.

Segundo o USDA (para a safra em andamento) o México deverá produzir 3,50 milhões de sacas e consumir internamente 3,10 milhões de sacas. Já a Colômbia 13,2 milhões de sacas e consumir internamente 2,20 milhões de sacas. Ora, com o “spread de origem”, o México poderá importar até 3,50 milhões de sacas do Brasil para abastecer o seu mercado interno e exportar até 3,50 milhões de sacas do seu café mexicano para os Estados Unidos.

Idem para a Colômbia! Importar até 13,50 milhões de sacas do Brasil para abastecer o seu mercado interno e exportar até 13,50 milhões de sacas da sua produção local para abastecer o mercado americano. No final do dia, os diferenciais das tarifas de importação irão refletir nos preços pagos aos produtores locais. Quem souber “fazer conta” poderá ganhar muito dinheiro. E com certeza muitas tradings/comerciantes já começaram a fazer essa conta há muito tempo! Até quando essa operação irá durar? Até quando o “spread” permitir”.

Os alertas que ecoam do agro

Em evento promovido nesta semana que passou pelo Bradesco BBI em São Paulo, consultores e conferencistas se manifestaram com elevado grau de preocupação sobre as dificuldades pelas quais passa o agro principal pilar econômico, social e ambiental do País

“A Safra 2025/26 avança sob pressão de crédito e clima incerto. Mesmo diante de perspectivas positivas para a próxima safra, incertezas relacionadas ao crédito e ao clima seguem como entraves para o produtor rural brasileiro, apontou Airton Galinari, presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa. Ele afirmou que muitos produtores já compraram os insumos, mas ainda não conseguiram retirá-los, por falta de aprovação de crédito junto às revendas. O produtor comprou, mas não retirou. O problema do crédito é sério. Vai conseguir retirar esse produto? A revenda vai aprovar o crédito?”;

“Os produtores rurais seguem concentrando sua demanda de crédito no custeio da produção, enquanto investimentos em maquinário e estrutura estão sendo postergados. A avaliação é de Roberto França, diretor de Agronegócio do Bradesco, que vê o atual cenário financeiro do campo marcado por maior cautela e margens mais pressionadas, sobretudo entre os produtores com maior dependência de terras arrendadas. Segundo ele, mesmo que apenas 30% dos produtores decidissem investir em máquinas agrícolas ou infraestrutura neste momento, já haveria limitação de recursos disponíveis. Tem muita gente com maquinário antigo. Quem tem equipamento mais novo está postergando a troca. Ele só vai investir se tiver uma folga no fluxo de caixa ou na renda agrícola”;

“A expectativa para a safra é de resultados bons em todos os produtos em termos de volume, não tanto em termos de margem de preço”, afirmou Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global;

Provas do caos econômico imposto por Lula

Algumas das más notícias divulgadas pela imprensa ainda não contaminada com a propaganda que remete a Adolf Hitler, o pior líder político conhecido pela sua crueldade, autor de milhões de assassinatos e que tinha como seu principal aliado o ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, Joseph Goebbels:

“O valor da produção agrícola brasileira apresentou redução de 3,9% em 2024, na comparação com o ano anterior, para R$ 783,2 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A área colhida, por sua vez, aumentou 0,8% na mesma comparação, para 96,5 milhões de hectares. A produção exclusiva de cereais, leguminosas e oleaginosas caiu 7,5% frente a 2023, para 292,5 milhões de toneladas”;

“Brasil tem 8 milhões de empresas negativadas e bate novo recorde, diz Serasa. Total de CNPJs inadimplentes teve sete meses de avanço e cresceu 16% sobre mesmo período de 2024. Valor médio das dívidas também atingiu máxima histórica aos R$ 3.302,30; total soma R$ 193,4 bilhões”;

“O instituto lembrou ainda que 2024 foi marcado pela influência climática do fenômeno El Niño, que provocou estiagem prolongada mais severa no centro e no norte do país, na Região Sudeste e em parte do Paraná, com efeitos negativos na produtividade das culturas de verão em importantes Estados. A soja e o milho apresentaram queda de 5,0% e 12,9% na produção, respectivamente, e sofreram com a retração dos preços no mercado internacional, sendo os produtos que mais contribuíram para a queda no valor de produção agrícola nacional”;

O agro paulista com governança eficiente vai relativamente bem

Diferentemente do que ocorre no governo federal, com as inações, ineficiências e incompetências principalmente dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura) e Marina Silva (Meio Ambiente), o agro paulista demonstra bons resultados graças ao excelente trabalho que vem sendo desenvolvido pelo secretário Guilherme Piai (Agricultura e Abastecimento) e apoiado e incentivado pelos legítimos produtores rurais paulistas afastados e distantes da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar, ocupada por um incompetente cuja eleição e auto posse foram anuladas por fraudes e irregularidades pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2).

Os índices são autoexplicativos:

O agro paulista registrou um desempenho expressivo nos oito primeiros meses do ano com um superávit de US$14,76 bilhões no período. O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$18,62 bilhões e de importações que totalizaram US$3,86 bilhões. O resultado se destaca principalmente por ser o primeiro levantamento do desempenho do comércio exterior de São Paulo após a decisão dos Estados Unidos de acrescentar tarifas às importações brasileiras, no dia 6 de agosto de 2025.

Apesar do Brasil estar sofrendo pressões tarifárias dos EUA, o agronegócio do Estado de São Paulo demonstrou resiliência, mantendo o superávit e elevando exportações estratégicas. A análise mostra que, entre janeiro e agosto de 2025, o agronegócio respondeu por 40,4% das exportações paulistas e por 6,7% das importações do estado, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta).

“O crescimento foi alavancado pelo café e a carne, demonstrando que a produção de São Paulo é diversificada e está preparada para possíveis períodos de instabilidade. O Estado de São Paulo trabalha sempre com o compromisso de gerar oportunidades de crescimento para o produtor paulista e o resultado do superávit da balança comercial é uma prova da seriedade da gestão”, comenta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

De janeiro a agosto de 2025, as exportações do agro paulista foram concentradas em cinco grandes grupos de produtos. O complexo sucroalcooleiro liderou a pauta, com participação de 29,3% e valor de US$5,45 bilhões, sendo a maior parte composta por açúcar (92,2%) e o restante por etanol (7,8%). Em seguida vieram as carnes, que representaram 14,5% das vendas externas, somando US$2,69 bilhões, com destaque para a carne bovina, responsável por 84,4% desse total.

Os produtos florestais ocuparam a terceira posição, respondendo por 10,7% das exportações e alcançando US$1,98 bilhão, divididos principalmente entre celulose (53,9%) e papel (36,7%). O complexo soja participou com 10,5%, registrando US$1,95 bilhão, dos quais 81% correspondem à soja em grãos e 13% ao farelo. Já os sucos, quase integralmente suco de laranja (97,6), representaram 10,3% do total, com valor de US$ 1,91 bilhão.

Vale destacar que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de café (+44,5%), carnes (+27,8%), sucos (+7,8%), e quedas nos grupos de complexo sucroalcooleiro (-34,6%), produtos florestais (-3,2%) e complexo soja (-2,1%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

“A produção de São Paulo é diversificada e temos destinos variados para nossos embarques. Essa característica torna São Paulo mais preparado para períodos de instabilidade internacional como o atual", comenta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

O agro paulista manteve destaque no cenário nacional, respondendo por 16,7% das exportações do setor no Brasil, ocupando a 2ª posição, atrás de Mato Grosso (17,7%) e à frente de Minas Gerais (11,5%).

No acumulado de janeiro a agosto de 2025, o agro brasileiro exportou US$ 111,69 bilhões (49,1% do total nacional) e importou US$13,49 bilhões, alta de 5,1%. O setor segue essencial para equilibrar a balança comercial do país (Paulo Junqueira é advogado e produtor rural. É também presidente do Sindicato e da Associação Rural de Ribeirão Preto e Assovale – Associação Rural Vale do Rio Pardo; 15/9/25)