02/09/2026

Preços do etanol e do açúcar sobem no mercado brasileiro

Preços do etanol e do açúcar sobem no mercado brasileiro

Indicador Cepea/Esalq registrou, para o etanol hidratado, o preço médio de R$ 2,3116 o litro — Foto: Divulgação

 

Movimento está atrelado à previsão de chuvas em setembro no Centro-Sul e à valorização do açúcar no mercado externo.

 

Os preços do etanol e do açúcar seguem avançando no mercado brasileiro, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento está atrelado à previsão de chuvas em setembro na região Centro-Sul, o que pode gerar paralisações das atividades industriais, além da valorização do açúcar no mercado externo, em cenário de preocupação com a possível menor disponibilidade em países produtores.

 

Entre 24 e 28 de agosto, o indicador Cepea/Esalq registrou, para o etanol hidratado, o preço médio de R$ 2,3116 o litro, alta semanal de 2,44%. Para o anidro, a cotação ficou em R$ 2,6046, aumento de 1,96% no mesmo período.

 

Pesquisadores do Cepea ressaltam que, em agosto, a volta às aulas impulsionou o aumento do número de veículos em circulação e atraiu mais compradores ao mercado físico. Além disso, a vantagem de preços do etanol hidratado na ponta varejista segue dando margem para que o consumidor opte pelo biocombustível, aquecendo os negócios no segmento produtor.

 

Em agosto, distribuidoras seguiram adquirindo novos volumes para repor os estoques e tiveram que aceitar os valores ofertados pelas unidades produtoras. Neste cenário, o volume negociado de etanol hidratado pelas usinas de São Paulo em agosto foi o maior desde janeiro de 2025, conforme apontamento do Cepea.

 

Já o açúcar cristal branco estava cotado, na segunda-feira (31/8), a R$ 113,75 a saca de 50 quilos, uma alta de 24,32% no acumulado de agosto. De acordo com o Cepea, o principal suporte às cotações veio do mercado externo. Na Bolsa de Nova York, os contratos de açúcar bruto com vencimento em outubro registraram na semana passada o maior valor desde meados de abril de 2025.

 

Pesquisadores do Cepea destacam que o movimento também é favorecido por projeções de menor oferta mundial de açúcar na próxima temporada (2026/27) (Globo Rural, 1/9/26)