12/02/2026

Presidente da CNA: taxas de juros são “impraticáveis”

Presidente da CNA: taxas de juros são “impraticáveis”

João Martins, presidente da CNA. Foto Divulgação

Em entrevista à CNN, João Martins avaliou que a atual política monetária é restritiva ao agronegócio brasileiro.

O presidente da CNA (Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil), João Martins da Silva Junior, criticou as altas taxas de juros que, na visão dele “são impraticáveis”, para o produtor agrícola. Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (11), ele apontou que as taxas atuais são prejudiciais a um setor com “margem de lucro pequena”. 

 

Segundo João Martins, o agro brasileiro está dependendo cada vez menos dos aportes governamentais. “Já algum tempo o financiamento do setor é feito por três vias: empresas externas, produtor rural e governo”, destacou

“Hoje mais de 70% do financiamento do agro não vem do Estado, um número que vem aumentando”, complementou. 

 

“A agricultura cresce porque está independente do governo, quem depende ainda é a agricultura familiar” O presidente da CNA destaca que, mesmo os mais dependentes, ainda sofrem com a burocracia para conseguir o financiamento.

 

Para João Martins, outra importante fonte de financiamento do agro são os aportes estrangeiros: “Esse ano vamos crescer 1%, grande parte disso será financiado pelas multinacionais que investem no agro brasileiro”.

 

Seguro rural

 

Em entrevista ao CNN Agro, Martins apontou que um tema onde é relevante a participação do governo é o seguro rural; "Essa é uma luta antiga da CNA", disse. Martins destacou que, em um país com inúmeras variedades climáticas e de solo, o seguro rural é “vital” para a produção agropecuária nacional. No projeto de modernização do seguro rural por meio de uma reestruturação que está em discussão há cerca de três anos dentro do governo, a CNA propôs a liberação de R$ 3 bilhões para cobrir os subsídios do seguro rural.

 

Para ele, o Brasil, que atualmente tem cerca de 3% da produção coberta pelo seguro rural, deveria buscar taxas como as dos Estados Unidos, onde os níveis de adesão são superiores a 90% (CNN Brasil, 11/2/26)