10/06/2026

Principal desafio no Brasil hoje é a taxa de juros, diz CFO da JBS

Principal desafio no Brasil hoje é a taxa de juros, diz CFO da JBS

Gilberto Tomazoni. Foto Reprodução-CNN Brasil

 

     

Em entrevista à CNN Brasil, Gilberto Tomazoni afirmou que companhia possui visão privilegiada das transformações econômicas globais por operar em diversos mercados.

 

Em entrevista à CNN Brasil, o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou nesta terça-feira (9) que o principal desafio para o ambiente de negócios no Brasil é o patamar elevado da taxa básica de juros.

 

Segundo o executivo, a trajetória dos juros brasileiros depende diretamente da capacidade do governo de enfrentar o déficit fiscal e oferecer previsibilidade para a economia.

 

Durante o bate-papo, Tomazoni disse que questões econômicas e os planos do governo seguem no centro das atenções das empresas, que precisam se adaptar constantemente às mudanças no cenário macroecônomico.

 

"O plano de governo é importante para sabermos como vamos lidar com o déficit fiscal, que no fundo é o que precisamos para ter uma taxa de juros menor", afirmou.

 

Em meio aos conflitos contínuos no Oriente Médio, o mercado financeiro segue em um cenário de forte volatilidade, oscilando entre o otimismo e a cautela por parte dos investidores.

 

Nesse contexto, Tomazoni disse ainda que a JBS possui uma visão privilegiada das transformações econômicas globais por operar em diversos mercados. Na avaliação dele, o cenário internacional vive uma mudança de paradigma, com o enfraquecimento do modelo baseado na globalização e no livre comércio.

 

"O pêndulo foi primeiro para a globalização e para o livre comércio, o que ajudou as economias a crescerem. Mas elas não cresceram no mesmo ritmo. Algumas ganharam mais mercado que outras, e agora o pêndulo está voltando para um mundo mais protecionista", avaliou o executivo.

 

Apesar do avanço das barreiras comerciais e da maior proteção aos mercados domésticos em diversas regiões, o CEO da JBS avalia que a presença global da empresa reduz os impactos dessas mudanças sobre seus negócios.

 

Segundo Tomazoni, a estratégia de manter operações produtivas em diferentes países permite à empresa adaptar seus fluxos comerciais de acordo com as condições de cada mercado.

 

"Independentemente dos acordos fechados ou das barreiras comerciais, sempre vamos ter um ângulo para exportar o nosso produto", afirmou (CNN, 9/6/26)