16/04/2026

Proibido vencer o Lula no voto – Por Paula Sousa

Proibido vencer o Lula no voto – Por Paula Sousa

Presidente Lula da Silva. Foto Reprodução jornal O Globo -Foto: Fernando Donasci / Agência O Globo

 

A cortina está caindo, e o barulho que você ouve vindo de Brasília não é o de aplausos, mas o de cadeiras sendo arrastadas em desespero. O Brasil de 2026 acordou, e a fotografia do momento é clara: o "jacaré" abriu a boca, e a esquerda está dentro dela. Enquanto a popularidade de Lula derrete como gelo no asfalto do Cerrado, a ascensão de Flávio Bolsonaro nos gráficos da Quaest, Futura Apex e CNT MDA desenha um cenário que o Palácio do Planalto tentou, a todo custo, evitar. O jogo limpo acabou para eles, porque, nas urnas, a conta simplesmente não fecha mais.

 

A matemática que tira o sono de Lula

 

Não precisa ser um gênio das exatas para entender o que a pesquisa Genial/Quaest escancarou. Flávio Bolsonaro não está apenas "encostando"; ele já abriu a dianteira numérica no segundo turno, cravando 42% contra 40% de Lula. A mídia tradicional, como o Metrópoles e o G1, tenta usar malabarismos semânticos para dizer que é "empate técnico", mas o eleitor sabe ler as entrelinhas. O fato é que Lula lidera no primeiro turno apenas porque a direita tem nomes como Zema e Caiado pulverizando os votos. Quando o funil aperta no segundo turno, os votos de direita convergem para Flávio como um ímã.

 

O que é mais divertido nessa história — se é que podemos chamar de diversão ver o país ser mal gerido — é observar a cara dos jornalistas da "bolha". Como bem apontado nas análises recentes, o sofrimento interno dessa gente ao redigir manchetes que favorecem a família Bolsonaro é quase físico. O Estado de Minas, pelo menos, foi honesto ao estampar os números reais, sem o verniz ideológico que tenta esconder a realidade: o povo não aguenta mais o atual governo.

 

E por que ninguém aguenta mais? A resposta está na gôndola do supermercado e no noticiário policial. A desaprovação de Lula dispara especialmente entre os independentes, aquele eleitor que não é politizado e que vota com o bolso e com a segurança da sua família. A inflação dos alimentos voltou a morder, o poder de compra sumiu e a sensação de que o crime organizado manda no país é absoluta.

 

Segundo a Quaest, a violência e a corrupção são as maiores preocupações do brasileiro hoje, dois temas onde o PT patina e Flávio Bolsonaro transita com naturalidade.

 

O "dedão" na balança e o direito alexandrino

 

Quando o argumento acaba e o povo vira as costas, a esquerda aciona seu último refúgio: o Judiciário. O "contraponto" ao crescimento de Flávio nas pesquisas veio rápido, na forma de um indiciamento assinado por Alexandre de Moraes. O motivo? Um post no X (antigo Twitter) onde Flávio dizia que Lula seria delatado após a queda do ditador Maduro.

 

É aqui que o desespero se transforma em desespero jurídico. Moraes, agindo como se ainda estivesse no clima de "salvador da pátria" de 2022, tenta enquadrar Flávio em crimes contra a honra, especificamente calúnia. Mas vamos aos fatos, como bem explorado em sites como o Migalhas (que não é exatamente um reduto bolsonarista): não houve imputação direta de crime. Flávio falou do Foro de São Paulo, falou de tráfico e de lavagem de dinheiro como atividades do grupo político, e previu uma delação. No Direito sério — não no "Direito Alexandrino" — para existir calúnia, você precisa dizer "Fulano roubou o banco X no dia Y". Dizer que alguém "será delatado" é uma previsão política, não um crime.

 

Mas por que o STF está forçando tanto essa barra? A resposta é a Lei da Ficha Limpa. Eles não querem prender Flávio Bolsonaro; eles querem torná-lo inelegível. O plano é condená-lo em um órgão colegiado por um crime de "menor potencial ofensivo", mas que seja suficiente para retirá-lo da urna. É o medo do voto. É a incapacidade de vencer no campo das ideias, apelando para a canetada que silencia o adversário.

 

A impunidade parlamentar virou ficção

 

O mais grave nessa perseguição é o atropelo da Constituição. Flávio é Senador da República. A Constituição Federal é cristalina: parlamentares são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos. Se um senador não pode criticar o presidente e sua relação com ditadores vizinhos, quem pode?

 

O STF parece ter criado um "puxadinho" jurídico onde a imunidade só vale para a esquerda. Enquanto parlamentares governistas podem dizer o que bem entendem, a direita vive sob a sombra de inquéritos eternos. Moraes está tentando usar o mesmo medo que espalhou contra os senadores da CPI do crime organizado. Mas tem um detalhe que o "Xandão" esqueceu: o prazo de validade desse medo está vencendo.

 

Em 2022, eles conseguiram vender a narrativa de que estavam "protegendo a democracia" contra um suposto golpe. Em 2026, essa desculpa não cola mais. O povo está vendo os escândalos do Banco Master, as conversas vazadas de assessores, as ligações de ministros com megaempresários e o luxo das viagens internacionais da Janja enquanto o povo paga taxa de importação em "brusinha".

 

O "golpe" agora é contra o bolso do brasileiro, e os únicos que parecem estar sendo protegidos são os próprios ministros e seus amigos corruptos.

 

O efeito rebote: O tiro que vai sair pela Culatra

 

O que Lula e o STF não perceberam é que cada ataque jurídico contra Flávio Bolsonaro funciona como um impulsionador de campanha gratuito. O eleitor independente, aquele que está cansado da polarização, olha para o indiciamento por um post de Twitter e pensa: "É sério que o Supremo está gastando tempo com isso enquanto o crime organizado domina as fronteiras?".

 

A perseguição escancarada gera indignação e, no Brasil, o povo tem uma tendência natural de ficar ao lado de quem está sendo injustiçado pelo sistema. Flávio Bolsonaro, que já tem um perfil mais moderado e articulado que o do pai, consegue capitalizar essa perseguição como prova de que ele é o único capaz de enfrentar o sistema que se protege em Brasília.

 

As redes sociais, hoje a principal fonte de informação do brasileiro (superando a TV, como mostra a Quaest), não perdoam. Enquanto o G1 e o DCM tentam pintar o indiciamento como algo técnico, o "tio do WhatsApp" e o jovem do TikTok enxergam a verdade: o sistema está com medo. O desespero da esquerda é palpável porque eles sabem que, se a eleição for amanhã, o Lula volta para casa — e dessa vez não haverá "manobra jurídica" que o salve da rejeição popular.

 

Conclusão: A democracia real vencerá

 

O que estamos presenciando é a agonia de um modelo político que se sustenta na base do "nós contra eles" e da proteção mútua entre os poderes. O elo de ligação entre a queda de Lula nas pesquisas e o indiciamento de Flávio é o medo. O PT tem medo de perder a boquinha. O STF tem medo de perder o controle narrativo.

 

A perseguição a Flávio Bolsonaro não tem base jurídica, é pura política travestida de processo legal. Mas o vento mudou. O Brasil não é mais o mesmo de quatro anos atrás. O povo aprendeu a ler os gráficos da economia e os movimentos do STF. Se eles acham que o "dedão na balança" vai resolver, estão redondamente enganados. Isso só prova que, no jogo limpo, a esquerda já perdeu. E 2026 será o ano em que o jacaré, finalmente, vai fechar a boca sobre aqueles que achavam que o poder lhes pertencia para sempre.

 

Preparem a pipoca, porque o desespero está apenas começando e a vitória da liberdade está mais próxima do que eles ousam imaginar. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista: 16/4/2026)