13/12/2025

PT transforma Brasil em “terra arrasada”; Recuperação levará décadas...

PT transforma Brasil em “terra arrasada”; Recuperação levará décadas...

Imagem Reprodução Blog Gazeta do Povo

 

“A "mentira como dogma é uma contradição de termos, pois dogma, especialmente na teologia católica, significa uma verdade revelada e fundamental da fé, enquanto a mentira é o oposto da verdade, sendo vista como ofensa grave à Deus e ao próximo, ligada ao diabo, mas pensadores como Agostinho a classificam em níveis de gravidade, enquanto a psicanálise explora sua dimensão psicológica, e o uso contemporâneo a vê em sistemas sociais e políticos, como em uma "cultura da mentira" onde a verdade é manipulada, mas o dogma cristão a condena como desvio da Verdade-Pessoa (Cristo).

 

A "mentira como dogma" é uma tensão entre a condenação moral/religiosa da mentira e sua aceitação como regra em certos contextos. Para a fé, é impensável, pois dogma é verdade. Na sociedade, é uma realidade: a mentira se torna um "princípio" (dogma) que orienta comportamentos, mesmo que em oposição à verdade objetiva ou divina.” (IA Google)

Por Paulo Junqueira 

Por omissão e irresponsabilidade do presidente Lula, membros do Supremo Tribunal Federal e do governo brasileiro, continuam sancionados pelo governo dos Estados Unidos. Apesar da retirada das sanções financeiras, Moraes e outros seis ministros do STF continuam proibidos de entrar nos EUA, por determinação direta do governo Trump.

 

Com a taxa Selic anual de 15%, os meios de produção amargam uma das suas piores crises na história brasileira. A falta de segurança e de investimentos na saúde e os escândalos que se sucedem, haja vista INSS; Correios, Estatais e Banco Master, incluindo o contrato da Barci de Moraes Sociedade de Advogados no valor de 129 milhões de reais, segundo o jornal O Globo.

Acrescente-se a viagem no Bombardier Challenger 300, matrícula PT-STU (Foto acima) à Lima (Peru) do ministro Dias Toffoli em companhia de Augusto Arruda Botelho, que atualmente advoga para um dos diretores do Banco Master, para assistirem ao jogo da final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo.

 

Terra arrasada

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) está no poder e na presidência do Brasil por um período total que, somado, chega a mais de 16 anos (ou 16 anos e quase um mês, até a data de hoje: dezembro de 2025). Neste período, fosse Lula um líder minimamente competente, teria implementado as reformas estruturais necessárias para transformar o Brasil numa potência mundial.

 

Agora, depois de transformar nosso País em “terra arrasada”, tenta se manter no poder através de mais um mandato no qual priorizará os interesses corporativos da “companheirada” e do sistema que o apoiam e que, como seus legítimos “lambe-botas”, o seguem numa vergonhosa e falsa idolatria.

 

A mentira como dogma

Imagem Reprodução Blog MSpontocom

 

Nesta última quarta-feira (10), a conceituada BBC News Brasil publicou extensa matéria com o título “O estudo global que contesta queda da desigualdade no Brasil celebrada pelo governo Lula”. Diferentemente mas explicavelmente

para os entendedores, a matéria não teve nenhuma repercussão na grande mídia analógica e também na digital. Por isto transcrevemos alguns trechos do texto publicado:

 

“Para estudiosos do tema ouvidos pela BBC News Brasil, a metodologia usada pelo Ipea não mede com precisão a renda dos mais ricos — por isso, não seria a mais apropriada para calcular desigualdade.

 

Os próprios autores do estudo foram transparentes sobre isso e apontaram essas limitações ao publicarem os resultados. Ainda assim, a decisão de usar os dados, apesar desses problemas, gerou incompreensão entre os especialistas entrevistados.

 

Inclusive porque um dos autores, Pedro Herculano Souza, é um sociólogo premiado por seus estudos sobre desigualdade e já demonstrou, em pesquisas passadas com método diferente da nova do Ipea, números que contrariam a conclusão de que a concentração de renda estaria em queda no país.

 

Segundo essas pesquisas anteriores, a desigualdade ficou estável entre 2005 e 2014, período que, no novo estudo do Ipea, se deu queda expressiva da concentração de renda.

 

O estudo foi celebrado no Palácio do Planalto. A informação de que a desigualdade estaria no menor patamar em 30 anos passou a ser destacada por Lula e ministros do governo, como Gleisi Hoffmann, chefe da Secretaria de Relações Institucionais.

 

Em julho, a FAO [Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura] confirmou que o Brasil saiu mais uma vez do mapa da fome. Na última semana, o IPEA divulgou que atingimos o menor nível de desigualdade da série histórica. E hoje, novos dados do IBGE mostram que mais de 8 milhões de pessoas saíram da pobreza", postou Lula na rede social X, no dia 3 de dezembro.

 

Resultados que se complementam, e mostram que o Brasil vive uma nova realidade, com mais oportunidades, melhora da renda e redução da desigualdade. E que apontam a direção correta de se governar: do lado do povo brasileiro", continuou.

 

Um novo relatório sobre desigualdade global divulgado nesta quarta-feira (10/12), o World Inequality Report 2026, afirma que a renda concentrada no bolso dos mais ricos aumentou nos últimos anos no Brasil, tornando o país ligeiramente mais desigual entre 2014 e 2024.

 

Ainda segundo esse relatório, produzido por um amplo grupo de economistas, entre eles o francês Thomas Piketty a desigualdade brasileira "permanece entre as mais altas do mundo".

 

A conclusão entra em choque com uma nota técnica recém-divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que apontou que a desigualdade brasileira atingiu o menor nível em 30 anos em 2024.

A publicação do Ipea foi celebrada por autoridades do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chegou a receber no Palácio do Planalto a presidente do instituto, Luciana Servo, acompanhada dos autores da nota técnica: os pesquisadores Pedro Herculano Souza e Marcos Dantas Hecksher.

 

Houve, porém, controvérsia entre economistas. Os dados sobre a redução da pobreza são considerados corretos, mas o anúncio de que a desigualdade estaria em uma baixa histórica é alvo de questionamentos.”

 

Já assistimos previsões de safras levantadas pelos técnicos da Conab que foram duramente contestadas e confirmadas por instituições dos produtores rurais. Pesquisas e a gestão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm sido alvo de intensas contestações e críticas por parte de técnicos e servidores da própria instituição, especialmente desde a nomeação do atual presidente, Márcio Pochmann.

 

E, vergonhosamente as pesquisas e dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) – usadas falsamente como conquistas do governo Lula 2 - têm sido objeto de contestações e debates, incluindo casos notáveis de erros reconhecidos e acusações de manipulação política, como se pode confirmar no texto publicado pela BBC News Brasil.

 

Entrevista e opinião irretocáveis

O deputado Pedro Lupion, presidente da FPA, critica o governo Lula. Foto Wilton Junior Estadão

 

A entrevista do deputado federal Pedro Lupion (Republicanos/PR), presidente da Federação Parlamentar do Agronegócio - FPA, concedida e publicada na edição de ontem (14) ao jornal O Estado de S.Paulo, merece a atenção de todos pela sua contextualização em relação ao ano que termina e nas dificuldades que teremos que enfrentar no ano novo.

 

Alguns alertas na entrevista que está publicada na íntegra nesta edição do BrasilAgro:

 

“O deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), classifica 2025 como um ano difícil para o setor agropecuário. Para ele, a “missão” da bancada concentrou-se na reação a projeto e ações do Executivo.

 

Ao comentar os projetos de lei e pautas setoriais que avançaram no Congresso, Lupion lamentou não ter sido um ano mais propositivo, mas viu a reação como “necessária.

 

Foi um ano em que mais agimos na defesa dos ataques ao setor. O governo superou toda e qualquer expectativa quanto aos ataques ao setor agropecuário, disse Lupion em entrevista ao Estadão/Broadcast, se referindo a ações de segurança jurídica, ambientais e até mesmo envolvendo crédito.

 

Foi um ano muito negativo para o setor, em que pese os avanços quanto ao recorde de safra e ao crescimento da produção”, avaliou.

 

Para 2026, Lupion vê a permanência das adversidades ao agronegócio, com endividamento e inadimplência crescentes, disparada de recuperações judiciais e dificuldade de acesso a crédito. Neste contexto, afirma, as prioridades da bancada serão projetos relacionados ao crédito, seguro rural e à segurança jurídica.”

 

Várias:

 

•        Cresce e robustece o movimento de produtores rurais que defendem a intervenção na Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar-SP;

•        A nomeação de Alaide Carina Ayres, secretária da Agricultura de São José do Rio Preto como interventora no Sindicato Rural de Mendonça provocou impacto muito grande junto aos integrantes do movimento “Nova Faesp”;

•        Na decisão judicial que afastou Valter Donizeti Henrique da presidência do sindicato, consta que o mesmo se mantinha no cargo apesar de seu mandato ter se extinguido em 15 de março de 2020;

•        Resta saber se o dirigente afastado participou e votou nas assembleias da Faesp e se recursos do Senar foram transferidos ao sindicato que mantinha irregular sua diretoria desde 2020;

•        Brasil é o 5º país mais desigual do mundo, diz estudo. O Brasil ocupa o quinto lugar entre 216 países em novo relatório global sobre desigualdade de renda;

•        Relatório aponta que 10% dos brasileiros no topo da pirâmide de rendimentos ficam com 59,1% da renda nacional. Riqueza de 56 mil pessoas é três vezes maior do que a da metade adulta do planeta;

•        Os dados constam da terceira edição do Relatório da Desigualdade Global, realizado pela rede do World Inequality Lab, sediado na Paris School of Economics, que inclui mais de 200 pesquisadores em todos os continentes liderados pela equipe do economista Thomas Piketty; 

•        O Brasil perde R$ 1,7 trilhão por ano com o Custo Brasil, um conjunto de ineficiências que atravessam o ambiente de negócios. O valor, equivalente a cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto), é resultado de excesso de burocracia e tributos, alto custo de energia, precariedade em infraestrutura e dificuldades de qualificação profissional;

•        A cifra foi estimada pelo Observatório do Custo Brasil, ferramenta de acompanhamento de dados lançada pelo Movimento Brasil Competitivo e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com apoio técnico da Fundação Getúlio Vargas;

 

•        A Confederação Nacional da Indústria projeto que com esse valor seria possível construir 10.200 hospitais ou 472 mil novas escolas de ensino médio;

•        Levantamento da entidade, em parceria com a empresa de pesquisa Nexus, mostrou que a carga tributária é a principal preocupação dos empresários em relação ao Custo Brasil, citada por 70% do público consultado;

 

•        Em seguida, vêm a falta de mão de obra qualificada (62%), o financiamento do negócio (27%), a insegurança jurídica (24%) e a necessidade de competitividade justa (22%);

•        Segundo a Confederação Nacional da Agricultura 45% da pauta agropecuária do Brasil segue com tarifa de 50% dos EUA; pescados, sebo bovino, mel, uvas e etanol são afetados;

 

•        A manutenção do tarifaço de 50% dos Estados Unidos sobre produtos agropecuários brasileiros pode gerar impacto negativo de US$ 2,7 bilhões na balança comercial em 2026, estima a . O valor é equivalente a 22% das exportações agropecuárias brasileiras aos Estados Unidos, tendo como base o total exportado no ano passado, anteriormente ao tarifaço;

 

•        Tarifas podem gerar impacto negativo de US$ 2,7 bi sobre o agro em 2026. Clima irregular, restrição de crédito e margens pressionadas serão desafios para os produtores rurais em 2026;

 

•        Com Selic em 15%, Brasil mantém 2º lugar no ranking dos países com maiores juros reais. Taxa brasileira só não supera a da Turquia e fica à frente de Rússia, Argentina e México;

O Comitê de Política Monetária (Copom) que reúne 7 dos 9 integrantes indicados por Lula que já anunciou para janeiro a troca dos dois não indicados por ele  Foto Raphael Ribeiro BC

 

  • Na contramão de emergentes, Brasil é único país que não cortou juro em 2025;
  • Fazendo o “L” - 1: PT dobra aposta que assusta mercado e quer Estado induzindo o crescimento. Partido apresenta à cúpula propostas para um eventual quarto mandato de Lula. Documento critica privatizações e rentismo do BC de maioria indicada pelo presidente;

 

  • Fazendo o “L” – 2 Com busca do governo por arrecadação, Brasil teve em 2024 maior carga tributária em mais de 20 anos.

Segundo Receita, carga tributária bruta chegou a 32,2% em relação ao PIB no ano passado, com alta de 1,98 ponto porcentual sobre a de 2023; caso metodologia não tivesse mudado, porcentual iria a 34,12%;

 

·        Fazendo o “L” – 3: Venda de veículos cai 8,5% em um mês, diz Anfavea; produção reduz 11,6%. A montagem de veículos no Brasil em novembro caiu 11,6% sobre outubro, para 219.058 unidades, recuando também ante novembro do ano passado, segundo dados informados pela Anfavea, associação de fabricantes, nesta segunda-feira (8);

 

·        Fazendo o “L” – 4: “O PT aprendeu a usar o Judiciário para intimidar o Parlamento”, afirma o Doutor Luizinho líder do PP na Câmara;

 

·        Fazendo o “L” – 5: "Eu acho que um dia o Lula, como se fosse um rei francês, deverá ser numerado: Lula 1º, Lula 2º, Lula 3º, Lula 4º. O Lula que chegou ao poder é o Lula 5º ou o Lula VI". Ex-embaixador Marcos Azambuja;

 

Somos informados pelos editores do BrasilAgro que este é o último artigo que produzimos no exercício de 2025, já que a editora entra em férias coletivas retornando na primeira semana de 2026.

 

Agradecemos pela atenção e carinho que tivemos nesta jornada com votos de Boas Festas e que Deus nos proteja para enfrentarmos os desafios que o ano novo promete.

 

(Paulo Junqueira é advogado, produtor rural, presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto e coordenador do movimento “Nova Faesp”, criado para acabar com a “Dinastia Meirelles” que há meio século comanda a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar-SP; 15/12/25)