30/01/2026

Quando o povo se organiza em torno de um projeto de nação

Quando o povo se organiza em torno de um projeto de nação

A caminhada que virou chamado. Foto Reprodução Blog O Globo

 

Por: Camilo Calandreli

 

A recente mobilização impulsionada por Nikolas Ferreira, em sua caminhada heroica rumo a Brasília, ultrapassou o gesto individual e revelou algo maior: a disposição de parcelas significativas da sociedade brasileira para se organizar politicamente em torno de um projeto nacional. Não se tratou apenas de um ato; foi um sinal histórico. Um sinal de cansaço com a improvisação, de inconformismo com a estagnação e, sobretudo, de anseio por direção.

 

A história do Brasil ensina que nenhuma grande virada nasceu do acaso. A Independência, em 1822, foi precedida por articulações políticas e intelectuais; a Abolição, por décadas de pressão social organizada e em tantos outros movimentos quando milhões compreenderam que a mudança exigia método, pauta e liderança. Em todos esses momentos, o povo acordou, organizou suas demandas e canalizou a vontade popular em direção institucional.

 

É nesse registro que a caminhada a Brasília deve ser lida: como prenúncio de um novo ciclo, em que a mobilização não se esgota no protesto, mas se converte em projeto de Nação.

 

A urgência de um projeto que fale com a vida concreta

 

O Brasil vive um tempo em que a política deixou de dialogar com a vida real. O custo de vida corrói salários, a carga tributária asfixia o empreendedor, a burocracia paralisa quem quer produzir e a insegurança avança sobre cidades e estradas. O resultado é um país cansado de promessas e faminto por soluções exequíveis.

 

Organizar massas não é apenas reunir pessoas; é ordenar demandas, hierarquizar prioridades e construir consensos mínimos. Um projeto nacional precisa enfrentar, sem rodeios, as pautas que batem à porta do cidadão comum:

 

  • Alívio imediato do custo de vida e previsibilidade econômica;
  • Descompressão tributária e segurança jurídica para quem investe e gera empregos;
  • Emprego e renda, com estímulo à produção e ao trabalho;
  • Segurança Pública, com combate efetivo ao crime organizado e ao tráfico;
  • Programas sociais emancipadores, que devolvam dignidade e autonomia.

 

Não se trata de slogans, mas de governança. Não de retórica vazia, mas de políticas públicas desenhadas com metas, prazos e responsabilidade fiscal.

 

O Brasil do século XXI pede rumo — e pede agora

 

Toda nação madura conhece seu rumo histórico. No século XXI, o Brasil precisa de um projeto de Nação que dialogue com a economia global, a revolução tecnológica, a segurança institucional e a coesão social. Um projeto que oriente a população, diga com clareza onde estamos, para onde vamos e como chegaremos lá.

 

Sem direção, a sociedade se fragmenta; sem projeto, a política se perde em disputas estéreis. O momento exige liderança capaz de unir, ouvir setores produtivos, sociais e institucionais e traduzir o clamor popular em agenda de Estado.

 

Ouvir, acolher, unir — e liderar

 

É nesse contexto que emerge a proposta de unidade em torno de um projeto liderado por Flávio Bolsonaro — não como culto à personalidade, mas como eixo de convergência. Flávio reúne atributos essenciais a este momento histórico: experiência legislativa, capacidade de diálogo institucional, comunicação clara, compromisso com responsabilidade fiscal e lealdade a princípios que ecoam no coração do eleitor brasileiro.

 

Sua presença em programas de televisão e nas redes sociais tem sido marcada por objetividade e pragmatismo — falando do que importa ao pagador de impostos: custo de vida, segurança, emprego, eficiência do Estado. Liderar, aqui, significa organizar, delegar, ouvir e decidir com base no interesse nacional.

 

Um manifesto construído a muitas mãos

 

A vontade popular, para produzir mudança real, precisa ser canalizada. Precisa se transformar em representatividade política e instrumentalização técnica. O Brasil necessita de um documento-manifesto: objetivo, técnico e mobilizador; construído a muitas mãos; com empresários, trabalhadores, educadores, especialistas em segurança, lideranças comunitárias e religiosas.

 

As lideranças da direita têm papel decisivo: articular, sustentar e apresentar um caminho comum, deixando diferenças secundárias de lado para servir a um objetivo maior — reerguer o país.

 

Plano de Ação: método, estudos e participação

 

O Brasil precisa de um Plano de Ação Nacional. Isso exige método: estudos por área, convocação de especialistas, escuta ativa dos setores produtivos, diálogo com lideranças comunitárias e consulta à população. Política séria se faz com dados, prioridades e execução.

 

A mobilização deve alcançar vereadores, deputados, prefeitos, senadores e governadores alinhados com um novo projeto Brasil — não por adesão automática, mas por compromisso com metas e resultados. O desfecho natural é a apresentação de uma Carta Manifesto: setorizada, com compromissos públicos, liderada por Flávio Bolsonaro e construída com grupos de interesse ouvidos e participativos.

 

Legado que se honra com competência

 

Honrar o legado de Jair Bolsonaro não é repetir fórmulas; é aperfeiçoar instrumentos, elevar o padrão técnico e demonstrar seriedade, comprometimento e competência. A nova etapa política exige menos improviso e mais governança; menos ruído e mais entrega.

 

A história ensina: quando o povo se organiza, a política se reorganiza. O momento é histórico — e esta oportunidade não pode ser perdida. O chamado foi feito. Agora, é hora de transformar mobilização em projeto, projeto em plano e plano em ação — com o país inteiro participando, de forma consciente e organizada, da reconstrução do seu próprio destino.

 

Sobre o Autor:

 

Camilo Calandreli é gestor cultural especializado em Gestão Pública, ex-Secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura no Governo Bolsonaro, autor de Um Breve Ensaio Sobre a Cultura no BrasilUm Breve Ensaio Sobre a Agricultura no Brasil e Os Cinco Atributos do Cristão na Edificação de Uma Nação.

 

Graduado pela ECA-USP, pós-graduado em Administração e Gestão Pública Cultural (UFRGS), pós-graduação em Gestão Pública, Chefia de Gabinete e Assessoria Parlamentar (PUCRS), Gestão Cultural e Museológica (Universidad Miguel de Cervantes – Sevilla), além de MBA em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública (ESG/Instituto Venturo) e pós-graduação em Desenvolvimento Nacional, Política e Liderança (ESD). Atuou no Congresso Nacional (2021–2024) no Gabinete da Deputada Federal Carla Zambelli e, desde 2025, é Assessor Parlamentar do Deputado Estadual SP Lucas Bove; 30/1/26)