30/01/2026

Raízen teve queda de 9,2% na moagem de cana de abril a dezembro

Raízen teve queda de 9,2% na moagem de cana de abril a dezembro

Colheita de cana na Raízen foi prejudicada por produtividade e venda de canaviais — Foto Divulgação

 

Companhia processou 70,3 milhões de toneladas no acumulado da safra.

 

A Raízen registrou uma moagem de cana-de-açúcar nos nove primeiros meses da safra 2025/26, período em que se concentra a atividade industrial, 9,2% menor na comparação com o mesmo período da safra passada. No total, foram processadas 70,3 milhões de toneladas da matéria-prima.

 

O rendimento no campo teve redução de 5,2%, para 73 toneladas por hectare. Segundo a companhia, a produtividade foi impactada ainda pelas condições adversas da safra anterior, como a entressafra seca e as queimadas do segundo semestre do ano passado.

 

Além disso, o volume processado também foi menor nesta safra por causa da venda de 2 milhões de toneladas para outras usinas.

 

A produção total de açúcar e etanol também foi prejudicada pela piora da qualidade da cana. A produção de açúcar equivalente recuou 10,4%, para 9,126 milhões de toneladas. O teor de sacarose na cana (Açúcares Totais Recuperáveis) caiu 135 quilos por tonelada de cana processada.

 

As vendas totais de etanol próprio no acumulado da safra tiveram queda de 17,7%, para 2,091 milhões de toneladas, enquanto as de açúcar cederam 5,2%, para 4,037 milhões de toneladas. A energia cogerada do bagaço da cana também recuou no acumulado da safra em 13,2%, para 1,656 mil megawatts-hora (MWh).

 

Terceiro trimestre

No terceiro trimestre da safra, de outubro a dezembro, o volume de venda de etanol caiu 13%, para 778 milhões de litros, mas as vendas de açúcar tiveram alta de 13,7%, para 1,328 milhão de toneladas.

 

No setor de distribuição de combustíveis, a Raízen registrou somente no terceiro trimestre vendas de 7,55 bilhões a 7,65 bilhões de litros, o que representa um crescimento de 10% a 12%. Segundo a empresa, esse desempenho reflete seu plano operacional e o avanço do combate ao mercado ilegal de combustíveis.

 

Na Argentina, as vendas ficaram entre 1,78 bilhão de litros e 1,83 bilhão de litros, alta de 2,9% a 5,8% na comparação anual (Globo Rural, 29/1/26)