Saiba quais empresários e banqueiros são esperados em jantar de Lula
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista à Reuters no Palácio da Alvorada, em Brasília. Foto Adriano Machado-Reuters
Na sexta-feira (28), a CNN Brasil havia antecipado o movimento em torno da reunião no Palácio do Alvorada.
Com o cenário fiscal pressionado por uma relação dívida e PIB (Produto Interno Bruto) em 82% e a desaceleração da economia no retrovisor, a coordenação de campanha do presidente, e candidato a reeleição, Lula (PT), organiza um jantar com empresários e banqueiros nesta segunda-feira (31).
A CNN Brasil havia antecipado o movimento em torno dessa reunião no Palácio do Alvorada na sexta-feira (28).
De acordo com a apuração de Caio Junqueira, Lucinda Pinto, e Thais Herédia estão na lista de convidados:
- Joesley Batista, vice-presidente do Conselho de Administração da JBS
- Wesley Batista, presidente o Conselho de Administração da JBS
- Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan
- José Seripieri Filho, dono da Amil
- Luiz Carlos Trabuco, presidente do Conselho de Administração do Bradesco
- André Esteves, sócio sênior do BTG
Segundo a apuração da CNN Brasil, o objetivo da campanha petista é reunir um grupo de dez grandes empresários dos principais setores do país.
A ideia é dar uma demonstração de força após Flávio Bolsonaro (PL) se reunir com a chamada "Faria Lima" na noite desta quinta-feira (27) em São Paulo.
O encontro de Lula no Alvorada deve antecipar algo maior a ser realizado em São Paulo com 200 empresários também de diversos setores da economia brasileira.
Integrantes do governo estão preocupados com a indisposição dos agentes econômicos com ele e entendem haver um mau humor generalizado que pode prejudicar a campanha à reeleição.
Empresários têm relatado preocupação crescente com expansionismo fiscal e taxa de juros e avaliando que, no atual ritmo, nem o Banco Central conseguirá segurar a inflação.
Para piorar, Lula rejeita a ideia de crescimento da relação dívida/PIB em seu governo apesar de os dados oficiais apontaram que ela saltou de 72% em 2023 para 82% neste ano. E tem apostado em agendas que o setor privado entende como ampliadora de custos, como a PEC que reduz a escala 6 x 1 (CNN, 30/8/26)

