26/02/2026

São Paulo lidera exportações do agronegócio brasileiro em janeiro

São Paulo lidera exportações do agronegócio brasileiro em janeiro

Nota do Editor do BrasilAgro

 

A notícia abaixo confirma, mais uma vez, o protagonismo e a força do agro paulista não apenas no âmbito estadual mas também na economia brasileira. Há de se lamentar, mais uma vez, que o gigantismo do agro não se aplica à Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp/Senar-SP, presidida há mais de meio século pela “Dinastia Meirelles”, período em que se legitimou como a “vanguarda do atraso”.

 

Filho de Fábio de Salles Meirelles, que comandou por seguidos 48 anos a entidade, Tirso Meirelles se impôs como seu sucessor em eleição (dezembro/23) e posse (abril/24) anuladas por fraude e irregularidades pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. O processo encontra-se em tramitação no Tribunal Superior do Trabalho em Brasília.

 

Enquanto isto, produtores rurais associados a sindicatos importantes no Estado de São Paulo e que representam duas das principais commodities (cana-de-açúcar e citricultura), como os de Ribeirão Preto e Araraquara, são perseguidos e prejudicados pelo boicote imposto por Tirso Meirelles e corte total das verbas que recolhem ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar/SP e não lhes são repassadas.

 

Ronaldo Knack

Diretor e Editor do BrasilAgro

Estado paulista registrou superávit de US$ 1,31 bilhão, respondendo por 17,1% dos embarques totais do setor.

       

São Paulo começou 2026 na liderança das exportações do agronegócio brasileiro. Em janeiro, o setor registrou superávit de US$ 1,31 bilhão, resultado de US$ 1,84 bilhão em exportações frente a US$ 530 milhões em importações. O estado respondeu por 17,1% de todos os embarques do agro nacional, ficando à frente de Mato Grosso, com 16,7%, e de Minas Gerais, com 11,5%.

 

Mesmo com área territorial inferior à de outros grandes produtores, o agronegócio paulista representou 40,9% das exportações totais do estado em janeiro, enquanto as importações do setor corresponderam a 8% do total estadual, reforçando o peso estratégico do campo na balança comercial.

 

O complexo sucroalcooleiro liderou a pauta, com 25,3% das exportações e US$ 465,3 milhões, sendo o açúcar responsável por quase a totalidade desse valor.

 

Na sequência vieram os produtos florestais, com 18,8% e US$ 346,9 milhões, impulsionados principalmente pela celulose; as carnes, com 16,6% e US$ 305,8 milhões, puxadas pela carne bovina; os sucos, com 8,9%, majoritariamente de laranja; e o café, com 7,2%, com predominância do café verde. Juntos, esses cinco grupos concentraram 76,8% das vendas externas do agro paulista.

 

O complexo soja respondeu por 2,7% do total exportado, com expectativa de crescimento a partir de fevereiro, com o avanço da colheita.

 

Na comparação com janeiro do ano passado, houve aumento nas exportações de produtos florestais, carnes e complexo soja, enquanto os segmentos sucroalcooleiro, café e sucos registraram queda, reflexo das oscilações de preços e volumes embarcados.

 

A China segue como principal destino das exportações do agro paulista, com 21,9% de participação, seguida pela União Europeia, com 18,1%, e pelos Estados Unidos, com 8,1%. Os dados são elaborados pelo Instituto de Economia Agrícola, ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (CNN Brasil, 26/2/26)