Senadores de oposição querem convocar irmãos de Toffoli à CPI do Crime
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal • Foto Antonio Augusto STF
Para que convocação se concretize, os requerimentos ainda precisam ser pautados, votados e aprovados pelos membros do colegiado.
Senadores da oposição querem convocar dois irmãos do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), para prestar esclarecimentos à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado.
Com esse objetivo, Carlos Portinho (PL-RJ) e Magno Malta (PL-ES) protocolaram requerimentos nesta quarta-feira (28).
Os senadores pedem a convocação de José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, ambos irmãos do ministro. Eles também querem ouvir Mario Umberto Degani, primo de Toffoli, e Paulo Humberto Barbosa, advogado.
Para que convocação se concretize, entretanto, os requerimentos precisam ser pautados, votados e aprovados pelos membros do colegiado.
Os requerimentos citam que “a experiência acumulada em investigações nacionais e internacionais demonstra que a exploração de jogos de azar ilegais constitui atividade frequentemente associada à lavagem de dinheiro”.
Os documentos citam reportagem do portal Metrópoles que revelou a presença de jogos de azar no Resort Tayayá. O empreendimento, que já teve como proprietários os irmãos e o primo do ministro do STF, entrou no foco da oposição em meio à investigação de fraude no Banco Master
.
No final do ano passado, o resort passou a ser controlado por Paulo Humberto Costa. A transação, entretanto, foi realizada por meio do Arleen Fundo de Investimento, que é administrado por instituição investigada no contexto do escândalo do Banco Master.
“Nesse sentido, a oitiva dos atuais e anteriores proprietários e administradores do Resort Tayayá mostra-se necessária para esclarecer o período de início das atividades noticiadas, verificar a participação de cada um dos envolvidos e apurar o grau de conhecimento que detinham acerca dos fatos, permitindo a adequada reconstrução da dinâmica dos acontecimentos.” (CNN Brasil, 28/1/26)

