02/09/2025

Volume de defensivos aplicados cresce 4,5% no primeiro semestre

Volume de defensivos aplicados cresce 4,5% no primeiro semestre

Condições climáticas adversas, como chuvas irregulares e temperaturas acima da média, influenciaram o uso dos produtos — Foto: Wenderson Araujo/CNA

 

Crescimento é atribuído, principalmente, ao desempenho das culturas de segunda safra, como milho e algodão

 

O volume de defensivos agrícolas aplicados no Brasil registrou aumento de 4,5% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024. Os dados são de uma pesquisa conduzida pela Kynetec Brasil, encomendada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg).

 

Dentre os produtos utilizados, 40% foram herbicidas, 29% inseticidas, 21% fungicidas, 1% tratamentos de sementes e 8% outros produtos, como adjuvantes e inoculantes.

 

A pesquisa ainda informa que, entre janeiro e junho, o uso de defensivos teve crescimento de 3,1% na área tratada, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo o levantamento, a área total tratada ultrapassou 1,1 bilhão de hectares.

 

O estudo utilizou como base o indicador de Área Potencial Tratada (PAT), que considera o número de aplicações e a variedade de produtos usados por área, permitindo mensurar a intensidade do uso de tecnologias no campo.

 

O crescimento foi atribuído, principalmente, ao desempenho das culturas de segunda safra, como milho e algodão, que tiveram expansão tanto em área plantada quanto em número de aplicações de defensivos, especialmente inseticidas e fungicidas foliares.

 

Fatores

 

Condições climáticas adversas, como chuvas irregulares e temperaturas acima da média, influenciaram o uso desses produtos no período, aponta o Sindiveg. Já nas regiões afetadas por estiagem, com destaque para Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, foi registrada uma redução no uso de fungicidas, em especial nas lavouras de soja da safra 2024/25.

 

No recorte por cultura, o milho liderou a área tratada no semestre, representando 33% do total. A soja aparece em seguida, com 28%, e o algodão, com 16%. Outras culturas incluídas no levantamento foram pastagens, com 6%, cana-de-açúcar, com 4%, e feijão, com 3%. Em seguida estão caféarroz e citros, com 2% cada, e trigo e hortifrutí, somando 1% cada.

 

Regionalmente, Mato Grosso e Rondônia concentraram 38% da área tratada no país. São Paulo e Minas Gerais aparecem com 13% cada, e o Paraná, com 9% (Globo Rural, 1/9/25)